terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desejo Mórbido


Quisera ter mãos em forma de punhal
Ou lágrimas acidamente mortais
Para aniquilar meu corpo

Quisera morrer num sonho lúcido
Sem ver o Universo explodir
E as estrelas cadentes

Quisera poder paralisar a razão
Antes de observar essa grande desilusão
Facilitaria muito obter uma melhor explicação

Quisera não ter nenhum desejo, quisera morrer
Só morrer, e assim me desfazer de tudo
Num lampejo de total insanidade

Quisera esquecer do sangue
Remediar todas as grandezas falsas
Idolatrando as virtudes certas, excluindo os vícios

6 comentários:

  1. às vezes não consigo tecer nenhum comentário sobre os teus poemas.

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  2. Genniffer Moreira2 de agosto de 2011 13:58

    Oh, e isto é ruim? =O

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  3. É... quisera! égua penso q essa forma de escrever só seja tua, pq nunca vi uma moldura poética tão alucinante! :)

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  4. Desejo mórbido, mas inquietante
    por vezes afligiu meu coração ao ser despertado por quem não merecia ...

    Quisera esquecer do sangue (que fizestes escorrer do meu coração)
    Remediar todas as grandezas falsas (que tu cultivastes dentro de mim)
    Idolatrando as virtudes certas, excluindo os vícios (que tu alimentou)

    Gostei Genny

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  5. Oh, adorei a tua interpretação Eliakim. *__*

    Obrigada! ;*

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  6. Eu gosto quando tento entender o que se passa dentro de ti para que o teu eu-lirico escreva uma coisa assim ...
    Gosto quando encontro algum pontinho de comunhão de sentimentos
    afinal, o que eu também sinto é mais fácil de comentar ...
    Esse teu texto aqui é digno,inspiração total
    A foto e o poema combinaram muito bem ...

    Beijo Genny ;D
    Faz tempo que não te vejo, mas não sei pq gosto de me comunicar secretamente não com o teu eu-lirico mas com o teu eu-secreto haha
    xêro

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