sábado, 19 de março de 2011

Veneno


Vejo corações alaranjados na almofada
E o lençol é de criança mimada; isso
Te deprime? Pois não parece...
O veneno correndo em minhas veias
Me deixava sonolenta. Cansada.
As paredes gritavam comigo; às
Vezes me chamavam por nomes
Estrangeiros. Escute um pouco.
O piso me olha com desdém,
Até parece me odiar; como
Me pintaram naquela estante?
Fecho os olhos e entro fácil
Na dimensão do vazio, sinto
Frio, medo, quero sair daqui
E não acho a chave que pode
Abrir a porta para a salvação.
É culpa de alguém? Não? Sim!
Menina louca, não, tira a roupa,
Não, põe ela na boca. Não atira...
Perdi os meus sapatos azuis!

4 comentários:

  1. Bem psicodélico, mexeu com meu imaginário. CURTI! :D

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  2. A salvação é Jesus...
    Lindo poema, confuso, inconstante, alma poética vagueando como sempre, como toda alma poética.

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