quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sono


... Sono!


Um camarada que te abraça,
Que passa as mãos nos teus cabelos,
Que te canta: Lullaby e lhe faz dançar
Sem nem sair do lugar...


Tudo cai, um dia cai...
Numa tenra hora, simplesmente cai
E não, não é o momento certo pra nada,
Agora não é possível, não dá.


Deixe pra depois, Morpheu te chama!


Quando ele deixa escorregar pelos fios macios
E aproxima a língua traiçoeira, te prendendo
Na teia escura, do nada... Sente-te anestesiado,
Você nem se lembra de quando estava sã.


Agora, tudo está confuso, nebuloso,
Agora é tudo nada, um vazio sem fim,
Agora é tudo nada. E nada é nada mais,
Sua visão embaçada, sua audição inutilizada.


Se você resistir, ele te deixa partir
Como um sinal de vitória, uma bela vitória,
Mas você não venceu, nem perdeu, ou triunfou...
Ele volta ainda mais impiedoso.


Não tem pressa, e dessa vez...
Ele te leva. Uma vez que te leva...
Uma vez, duas vezes, três... É viciante...


Durma... Durma... Durma!


Morpheu quer somente a sua amizade...
Morpheu quer somente deixar-te a vontade!
Durma... Durma... Durma!


Sinta o sono te envolver em carícias,
O prazer inundando teu corpo,

Envolvendo todo o teu ser.

Durma... Durma... Durma!


_________________
Observação: Esse poema foi escrito em 23.06.2010 por Caio Omena, porém, esta é uma versão modificada em 24.06.2010 por mim, Genniffer Moreira.

2 comentários:

  1. Sim, que presente! Quando ele vem facilmente, que tortura quando ele demora pra te abraçar.

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